Touro Golias: o genearca importado da Índia que originou a linhagem mais pesada do Nelore

Importado em 1962, Golias produziu apenas 27 filhos e nunca teve sêmen congelado. A história do touro que originou a linhagem mais pesada do Nelore.

Touro Golias: o genearca importado da Índia que originou a linhagem mais pesada do Nelore
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Golias chegou ao Brasil em janeiro de 1963, na expedição que trouxe os últimos genearcas do Nelore importados da Índia. Era o mais pesado dos touros embarcados, recordista na origem, animal de tração usado em feiras agrícolas indianas. Viveu cerca de 22 anos no Brasil. Quando morreu, deixou apenas 27 filhos registrados e nenhuma dose de sêmen congelada. Por décadas, sua linhagem permaneceu pequena e dispersa. Em 2008, uma pesquisa de mestrado mudaria isso.
27Filhos com registro genealógico, dos quais apenas 10 coletaram sêmen
22Anos de vida no Brasil sem deixar sêmen em laboratório
2009Ano em que descendente direto sequenciou o primeiro genoma do zebu

Quem foi Golias

Golias era um touro Nelore comprado na Índia durante a expedição que partiu de Madras (atual Chennai) em 1962. Recordista de peso na origem, era usado em competições de tração nas feiras agrícolas indianas. Função coerente com a tradição local: o zebu indiano nunca foi gado de carne. A vaca é sagrada na cultura hindu, e o boi é animal de trabalho e leite, não de açougue.

Foi importado pelo selecionador Torres Homem Rodrigues da Cunha, da marca VR, fundada em 1914 em Uberaba (MG) pelo pai Vicente Rodrigues da Cunha. A expedição custou tanto que Torres Homem vendeu um prédio de doze andares no centro de Belo Horizonte para financiar a viagem. Foram 181 animais embarcados, oito meses de quarentena em Fernando de Noronha, e um desembarque que quase resultou em perdas significativas: a ração acabou e parte do gado adoeceu por subnutrição.¹

Após a quarentena, os animais foram primeiro levados a Uberaba (MG), onde a região se preparava para ser inundada por uma usina hidrelétrica. Em 1964, o núcleo de seleção da marca VR migrou para Araçatuba (SP), inicialmente à Fazenda Santa Cecília, adquirida por Torres Homem em 1963. A Chácara Zebulândia, hoje considerada o berço simbólico da raça VR, foi adquirida em 1971.²

Golias era um dos cinco touros centrais da operação, que tinha objetivo claro: refrescar o sangue do rebanho zebuíno brasileiro. Após décadas de criação fechada, a consanguinidade já preocupava os criadores nacionais.³

O peso e a função

A primeira característica que se notava em Golias era a estrutura corporal. Ossatura firme, musculatura distribuída, dimensões raras para a época. Os criadores indianos selecionavam animais assim há séculos, porque queriam tração: quanto mais peso o boi puxa, mais útil ele é na lavoura.

A característica passou para os filhos. A linhagem Golias é considerada, até hoje, a mais pesada do Nelore brasileiro. Ganho de peso superior à média, massa muscular bem distribuída, acabamento de carcaça precoce, termo zootécnico que indica quando o animal atinge o ponto de abate ideal mais cedo que outras linhagens.⁴

O nicho, no entanto, era pequeno. Os 27 filhos com registro genealógico nunca chegaram à escala de Karvadi, o tetracampeão indiano que veio na mesma expedição. Enquanto Karvadi deixou milhares de descendentes via inseminação artificial, Golias dependia de coberturas naturais. A diferença na difusão genética é grande: um touro vivo cobre poucas vacas por ano. Um touro com sêmen congelado em estoque pode gerar dezenas de milhares de filhos por décadas, mesmo após a morte.

Por que Golias não teve sêmen coletado

O paradoxo central da história tem três explicações.

A primeira é cronológica. A Central VR, primeiro laboratório brasileiro dedicado ao congelamento de sêmen Nelore, foi inaugurada em 1968 por Torres Homem Rodrigues da Cunha em Araçatuba. Cinco anos depois da chegada de Golias ao Brasil. Quando a infraestrutura ficou operacional, ele já tinha cinco anos no país.¹

A segunda é comercial. A prioridade da Central VR foi Karvadi. O tetracampeão indiano tinha valor de mercado imediato: era animal de exposição, gerava filhas premiadas, atraía pecuaristas. Golias era touro de função, voltado a peso e estrutura. A escolha econômica foi natural.

A terceira não está totalmente esclarecida nas fontes. Não há registro detalhado de tentativas posteriores de coletar Golias. O fato é que o touro viveu cerca de 22 anos no Brasil sem que uma única dose fosse congelada. Quando morreu, levou consigo o material genético direto.⁵

Restaram os 10 filhos que tiveram sêmen coletado, dos 27 com registro genealógico, e as matrizes que carregavam o sangue dele. Era todo o tesouro genético que o Brasil tinha de Golias. E ficou assim por décadas.

O resgate da linhagem

Em 1990, o pecuarista paulista Fábio de Souza Almeida Filho começou um trabalho de seleção Nelore na Fazenda São Sebastião, em Santo Antônio do Aracanguá (SP). Cerca de doze anos depois, conversas com o pecuarista Ovídio Carlos Miranda de Brito direcionaram o projeto para um foco específico: o resgate da linhagem Golias.⁶

O método foi a endogamia controlada, técnica que concentra características específicas de um indivíduo nas gerações seguintes. É arriscada: se mal conduzida, multiplica defeitos genéticos junto com as virtudes desejadas. Mas se bem feita, fixa o material genético do animal-foco no rebanho.

Os primeiros nascimentos do projeto direcionado ocorreram em 2004. O núcleo do rebanho, 32 vacas, 20 bezerras e 2 touros, foi posteriormente transferido para a Fazenda Água Branca, em Birigui (SP), com a entrada do Condomínio Teles de Menezes como sócio. Lilica Teles de Menezes Almeida, esposa de Fábio e integrante do Condomínio, passou a co-titular o projeto.⁶

Em 2007, a família Cunha cedeu ao casal o uso da marca "Golias", hoje registrada no INPI e adotada como sufixo oficial pela ABCZ. O acompanhamento técnico ficou a cargo do professor José Fernando Garcia, da Unesp/Araçatuba, especialista em genética bovina.⁵

Toda parte ruim do trabalho acaba sobrando aqui pra gente, e a gente descarta. O que fica, quando você tem uma concentração de sangue muito grande de um único genearca, são as características que se repetem nos descendentes com muita força.

Lilica Almeida · Giro do Boi · 2023
Hoje, animais do Nelore do Golias chegam a ter o nome do genearca presente vinte vezes no mesmo pedigree. É a maior concentração genética de uma única linhagem registrada na raça.⁵
Os filhos coletados

Dos 27 filhos com registro genealógico, apenas 10 chegaram a passar por centrais de coleta de sêmen. Entre eles estão Faulad da SC, Grado da SC, Fauji da SC, Enadu da SC, Ediri da SC, Freguês da SC, Fla Flu da SC, Fabuloso da SC e Jolan da RV. O sufixo "SC" se refere à Fazenda Santa Cecília, propriedade da marca VR em Araçatuba, onde grande parte da reprodução de Golias foi conduzida.

A descoberta de 2008

O trabalho mudou de natureza quando a zootecnista Marina de Nadai Bonin, da USP-Pirassununga, conduziu sua pesquisa de mestrado sobre as linhagens do Nelore brasileiro. O objetivo era avaliar padrões de qualidade de carcaça nos treze principais genearcas que formaram a base genética da raça moderna.

Marina utilizou ultrassom de carcaça, tecnologia que mede gordura, área muscular e marmoreio em animais vivos, sem necessidade de abate. É a mesma tecnologia usada em medicina humana, adaptada para bovinos. O grupo Golias se destacou em duas variáveis críticas para a indústria da carne:⁸
AOLÁrea de Olho de Lombo, ou seja, a seção transversal do contrafilé. Indicador direto de quanto de carne nobre o animal produz.
MarmoreioGordura entremeada na musculatura, responsável pela maciez e sabor da carne. Determinante para classificação em cortes premium.

O contexto comercial tornava o achado significativo. O Nelore tradicional apresenta marmoreio entre 1,5% e 2%. Raças europeias voltadas a carne premium, como Angus e Hereford, ficam entre 4% e 6%. Por isso o Brasil exporta predominantemente carne commodity, em volume, em vez de cortes nobres como Estados Unidos e Austrália.

A linhagem Golias mostrou que a seleção do Nelore para marmoreio era viável. O consenso anterior era que zebuíno tinha limitação genética para marmoreio: não produzia, e não havia o que selecionar. A pesquisa de Marina indicou o contrário.

Felicidade do Golias e o recorde brasileiro

Em 25 de novembro de 2012, nasceu na Fazenda Água Branca a vaca Felicidade do Golias (registro FSAT 1629). Filha de Ercules SC, filho direto de Golias IMP, e de Alada do Golias, neta do genearca, a matriz acumulava sangue do touro pelas duas linhas.

A avaliação por ultrassom registrou medidas excepcionais para a raça: AOL de 171,70 cm² (considerada a maior já documentada em uma matriz Nelore no Brasil), marmoreio de 9,16 em escala que vai de 1 a 10, e espessura de gordura subcutânea de 31,96 mm. Hoje Felicidade é doadora de embriões e referência da linhagem.

O genoma do zebu

Em 2009, um descendente direto de Golias chamado Futuro POI do Golias foi escolhido como animal de referência para o primeiro sequenciamento completo do genoma da subespécie zebuína (Bos primigenius indicus) realizado no mundo.¹⁰

O contexto científico importa. Em 2009, a revista Science havia publicado o sequenciamento do genoma bovino taurino, feito em uma vaca Hereford chamada Dominette. O projeto envolveu 300 pesquisadores de 25 países e custou aproximadamente US$ 50 milhões. O trabalho era importante, mas cobria apenas metade da espécie bovina. Faltava o zebu, subespécie que se separou do gado europeu há cerca de dois milhões de anos e domina os rebanhos tropicais do mundo.¹¹

O projeto do genoma zebu foi coordenado pelo professor José Fernando Garcia (Unesp/Araçatuba) em parceria com Tad Sonstegard, do Departamento Americano de Agricultura (USDA), e pesquisadores da Universidade de Maryland. Durou dois anos. Custou aproximadamente US$ 500 mil, cem vezes menos que o projeto Hereford.¹⁰

O resultado é hoje base científica para programas de seleção genômica em todo o mundo, incluindo a maioria das centrais brasileiras de inseminação artificial. O Brasil, que recebeu Golias da Índia em 1962, devolveu ao mundo o mapa genético da subespécie zebuína por meio de um descendente do touro que quase se perdeu.

A descoberta paralela do leite

Há uma terceira observação dentro do mesmo trabalho, menos comentada que as anteriores.

Quando o casal Almeida concentrou sangue Golias no plantel, observaram comportamento incomum nas vacas. Bezerros bem nutridos. Vacas que precisavam ser ordenhadas para alívio, porque a produção excedia a demanda do bezerro. A Clínica do Leite da Esalq/USP foi acionada para análise.¹²

O resultado: o leite das vacas Nelore Golias apresentou 35% mais proteína bruta que o leite de Girolando e Holandês, as duas raças leiteiras mais consagradas no Brasil. Enquanto essas raças têm concentração de proteína bruta de 3,3%, as matrizes Nelore Golias atingiram 4,8%. Nenhuma das duas raças leiteiras é zebuína, e ambas foram selecionadas durante décadas para produção de leite. O Nelore foi selecionado para corte. A linhagem Golias venceu em qualidade.¹²

Hoje, dez vacas em lactação no Nelore do Golias produzem em média 80 litros por dia, ordenhados manualmente. O leite é processado artesanalmente para queijo fresco, queijo curado, doce de leite, muçarela e requeijão.

A explicação provável é histórica. O zebu indiano sempre foi raça de tração e leite. No Brasil, a seleção foi inteiramente para corte. A linhagem Golias preservou, sem que isso fosse intencional, o potencial leiteiro original da subespécie.

Os três marcos

A história de Golias se organiza em três momentos científicos que mudaram a percepção do Nelore brasileiro.

01
1962-1963 · ImportaçãoA chegada de um dos cinco genearcas

Golias foi um dos cinco touros centrais da expedição liderada por Torres Homem Rodrigues da Cunha. Era o mais pesado, mas perdeu o legado comercial para Karvadi por uma diferença tecnológica de cinco anos: a Central VR só ficou pronta depois de sua chegada.

02
2008 · Pesquisa USPA descoberta do marmoreio

O grupo Golias se mostrou campeão em AOL e marmoreio na avaliação dos treze genearcas do Nelore. A descoberta abriu caminho para a raça competir em mercados de carne premium, segmento antes considerado inacessível.

03
2009 · SequenciamentoO primeiro genoma do zebu

Futuro POI do Golias, descendente direto, virou animal de referência mundial para o sequenciamento da subespécie zebuína. O conhecimento gerado é hoje base de boa parte do melhoramento genético do Nelore moderno.

A pecuária brasileira atual, com seu rebanho de 212 milhões de cabeças e cerca de 80% de animais Nelore ou anelorados, é em grande parte descendente da expedição de 1962. Karvadi ficou com a história oficial. Golias ficou com a ciência.

Ficha técnica

NomeGolias IMP (Importado)
RaçaNelore (Bos primigenius indicus)
OrigemÍndia. Comprado durante a expedição de 1962 partida de Madras (atual Chennai). Recordista de peso na origem.
ImportadorTorres Homem Rodrigues da Cunha (1916-2010), marca VR, fundada em 1914 em Uberaba (MG)
Chegada ao Brasil1º de janeiro de 1963, navio Cora, Fernando de Noronha. Quarentena de 8 meses.
Local de criaçãoInicialmente Uberaba (MG). A partir de 1964, Fazenda Santa Cecília em Araçatuba (SP).
Filhos com RGD27 filhos machos, dos quais 10 com sêmen coletado
Filhos principaisFaulad da SC, Grado da SC, Fauji da SC, Enadu da SC, Ediri da SC, Freguês da SC, Fla Flu da SC, Fabuloso da SC, Jolan da RV
Sêmen congeladoNenhuma dose registrada
CaracterísticasLinhagem mais pesada do Nelore. Acabamento de carcaça precoce. Posteriormente identificada com aptidão para marmoreio e produção leiteira.
Projeto de resgateNelore do Golias, Fazenda Água Branca em Birigui (SP). Trabalho de seleção iniciado em 1990 por Fábio Almeida; foco específico na linhagem Golias a partir de 2002-2003.
Por que Golias é considerado importante para o Nelore brasileiro?

Foi um dos cinco genearcas da expedição de 1962 que reconstruíram a base genética da raça. Sua linhagem é considerada a mais pesada do Nelore. Em 2008, pesquisa da USP identificou capacidade de marmoreio acima da média. Em 2009, descendente direto seu foi escolhido para o primeiro sequenciamento do genoma do zebu.⁴ ¹⁰

Por que Golias não teve sêmen congelado?

A Central VR, primeiro laboratório brasileiro de congelamento de sêmen Nelore, só foi inaugurada em 1968, cinco anos após sua chegada. A prioridade da Central foi Karvadi. As fontes não esclarecem se houve tentativas posteriores. Apenas 10 dos 27 filhos com RGD chegaram a passar por centrais de coleta.¹ ⁵

O que significa IMP no nome do touro?

IMP é abreviação de Importado, classificação usada para animais vindos diretamente da Índia. POI (Puro de Origem Importado) é a categoria seguinte, para descendentes diretos com toda a ascendência rastreável a importados. LEI (Livro Especial de Importação) é registro usado em projetos de pesquisa genética.¹³

Como funciona o resgate de uma linhagem por endogamia?

Endogamia é o cruzamento entre animais aparentados. No caso do Nelore do Golias, foram localizados sêmen dos 10 filhos coletados e matrizes com o genearca na genealogia. A partir desse material, cruzamentos sucessivos entre parentes próximos concentraram o sangue do touro nas gerações seguintes. Hoje há animais com Golias presente 20 vezes no pedigree.⁷

A linhagem Golias produz mesmo carne com marmoreio?

Sim, conforme pesquisa da zootecnista Marina de Nadai Bonin (USP-Pirassununga, 2008). A vaca Felicidade do Golias atingiu marmoreio de 9,16 em escala de 10 e AOL de 171,70 cm². Os índices estão muito acima da média do Nelore tradicional.⁸ ⁹

A linhagem serve também para leite?

Sim. Análise da Clínica do Leite da Esalq/USP indicou que vacas Nelore Golias produzem leite com 4,8% de proteína bruta, contra 3,3% das raças leiteiras Girolando e Holandês, diferença de 35%. A descoberta foi observação posterior do criatório. A explicação provável é o histórico do zebu indiano como raça de tração e leite.¹²

Fontes

  1. Memórias.me. Torres Homem Rodrigues da Cunha. Biografia, expedição à Índia em 1962, fundação da Central VR em 1968, falecimento em 11 de janeiro de 2010. Disponível em: memorias.me/torres-homem-rodrigues-da-cunha
  2. Centro de Referência da Pecuária Brasileira (Zebu.org.br). Torres Homem Rodrigues da Cunha, um dos maiores importadores brasileiros de Nelore. Migração da seleção VR para Araçatuba em 1964, aquisição da Fazenda Santa Cecília em 1963 e da Chácara Zebulândia em 1971. Disponível em: zebu.org.br
  3. Fazenda Brumado. Gado Nelore. Depoimento de Francisco José de Carvalho Neto sobre a expedição de 1962, chegada do navio Cora, quarentena de oito meses. Disponível em: fazendabrumado.com.br/gado-nelore
  4. Apoio Genética. Golias IMP. Características da linhagem, pedigree, transmissão de peso e massa muscular. Disponível em: apoiogenetica.com.br/animal/3949/golias-imp
  5. Nelore do Golias. O Projeto. Fonte oficial do projeto. Lista dos 10 filhos coletados, fundação em 1990, cessão da marca em 2007, animais com Golias 20 vezes no pedigree. Disponível em: neloredogolias.com.br/up/o-projeto
  6. CompreRural. Nelore do Golias: mais que uma raça, uma marca. Início da seleção em 1990 na Fazenda S. Sebastião em Aracanguá, conversa com Ovídio Carlos Miranda de Brito, transferência para a Fazenda Água Branca em Birigui, Condomínio Teles de Menezes. Disponível em: comprerural.com/nelore-do-golias-marca
  7. Giro do Boi (Canal Rural). Conheça a pecuarista por trás do resgate da linhagem Nelore Golias no Brasil. Entrevista com Lilica Almeida, outubro de 2023. Disponível em: girodoboi.canalrural.com.br
  8. Acrimat. Busca pelo Nelore Macio. Pesquisa de Marina de Nadai Bonin (USP/Pirassununga, defesa de mestrado em 2008), análise dos 13 genearcas, grupo Golias campeão em AOL e Marmoreio. Disponível em: acrimat.org.br/portal/busca-pelo-nelore-macio
  9. CompreRural. Conheça a história por trás da maior área de olho de lombo do Brasil. Felicidade do Golias FSAT 1629, AOL 171,70 cm², marmoreio 9,16, EGS 31,96. Disponível em: comprerural.com/maior-aol-do-brasil
  10. CRMV-SP. Unesp conclui genoma do boi zebuíno. Sequenciamento de Futuro POI do Golias, coordenação de José Fernando Garcia e Tad Sonstegard, US$ 500 mil, dois anos. Disponível em: crmvsp.gov.br/unesp-conclui-genoma-do-boi-zebuino
  11. Embrapa. Genômica promove seleção mais veloz. Sequenciamento da Hereford Dominette publicado na Science em 2009, contexto científico. Disponível em: embrapa.br
  12. CompreRural. Linhagem Golias, Nelore com aptidão incrível para o leite. Análise da Clínica do Leite Esalq/USP, proteína bruta 4,8% vs 3,3%, produção de 80 litros por dia. Disponível em: comprerural.com/linhagem-golias-leite
  13. Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Histórico da raça e classificação de registros. Definições de PO, POI, IMP e LEI. Disponível em: nelore.org.br/Raca/Historico
José Henrique

José Henrique

Sou José Henrique, pecuarista e criador de Nelore PO há mais de duas décadas. Trabalho diariamente com seleção genética zebuína, leitura de sumários do PMGZ e biotécnicas reprodutivas como TE, FIV e sêmen sexado. Acredito que melhorar o rebanho nacional é responsabilidade de quem tem acesso à melhor genética e que touro melhorador se prova na progênie do comprador, não na pista.