Nelore Mocho: a Genética Sem Chifre que Está Redesenhando a Pecuária Brasileira

DEP Mocho da ANCP com 90% de acurácia, primeiro clone do Brasil em 2007 e contratos Semex e Alta em 2024. A história documental do Nelore Mocho.

Nelore Mocho: a Genética Sem Chifre que Está Redesenhando a Pecuária Brasileira
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Em 17 de outubro de 2022, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores apresentou aos pecuaristas brasileiros uma DEP exclusiva para o caráter mocho do Nelore. A acurácia média ficou acima de 90%. Dois anos depois, em 2024, os touros Ímpeto de CV e Kodiak de CV foram contratados pela Semex Brasil e pela Alta Brasil, duas das maiores centrais de inseminação do mundo. Em maio de 2007, o primeiro clone Mocho do país já tinha sido produzido em Paulínia. A história não é linear, mas os marcos empurram a variedade para o mesmo lugar: do nicho para o catálogo das centrais globais.
1969Ano em que o ABCZ reconheceu oficialmente a variedade mocha do Nelore
+90%Acurácia da DEP exclusiva para caráter mocho lançada pela ANCP em outubro de 2022
+4%Premium pago pelo Programa de Qualidade Nelore Natural da Marfrig

A genética que Mendel não explica

Por décadas a literatura zebuína tratou o caráter mocho como herança Mendeliana autossômica simples, com o alelo mocho dominante sobre o padrão. A regra prática funcionava razoavelmente bem em campo, mas escondia uma irregularidade. Animais classificados como mochos apareciam com pequenas estruturas ósseas no lugar do chifre, batoques e calos córneos, sem ligação fixa ao crânio. E quando dois animais sem chifre eram acasalados, parte da progênie nascia com essas estruturas residuais, contradizendo a previsão do modelo dominante.¹

O estudo de associação genômica ampla publicado pela Embrapa identificou em 2024 uma região de alta significância no cromossomo BTA1 dos bovinos Nelore para o fenótipo mocho.² O achado é mais útil pelo que abre do que pelo que fecha. Abre caminho para ferramentas de seleção genômica capazes de identificar animais homozigotos para mocho antes mesmo do nascimento dos próximos bezerros, transformando uma decisão antes tomada por observação fenotípica em decisão guiada por marcador molecular.

O batoque, durante anos tratado como falha de seleção pelos juízes da raça, virou evidência da complexidade poligênica do caráter mocho. Os criadores que insistiam em considerá-lo defeito acabaram fortalecendo, sem saber, a base de dados que tornaria possível a DEP Mocho lançada pela ANCP em outubro de 2022.

1969: o reconhecimento que abriu o registro

O caráter mocho passou a ser permitido oficialmente no Nelore em 1969, decisão da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu que reconheceu a variedade dentro do mesmo padrão racial. A diferença oficial entre Nelore padrão e Nelore Mocho é única e específica, a ausência de chifres. Pelagem, cabeça em formato de ataúde, focinho preto e largo, papada solta, cupim cervico-torácico, todos os demais marcadores raciais permanecem idênticos.³

O reconhecimento veio depois de décadas de seleção feita por dois núcleos que ainda hoje organizam o mercado. A marca OB acumula mais de 60 anos de trabalho com a variedade. A marca CV, comandada pelo selecionador Carlos Viacava, ergueu paralelamente uma das maiores genéticas do Mocho brasileiro. Os dois rebanhos viraram referência de banco de dados quando o melhoramento genético da raça começou a ser estruturado academicamente nos anos 1990, na então recém criada Universidade de São Paulo em Pirassununga.⁴

Foi nesse contexto que Carlos Viacava começou a falar publicamente da necessidade de uma DEP exclusiva para o caráter mocho. A ideia era simples no enunciado mas tecnicamente difícil: prever, com acurácia, que tipo de progênie um touro mocho deixará. A construção dessa ferramenta levaria mais três décadas para amadurecer.

Diago TN de CV e o primeiro clone do país

Em maio de 2007, nasceu na Cyagra Brasil o primeiro clone de touro Nelore Mocho do país. O animal foi batizado Diago TN de CV, em referência ao touro doador Diago de CV, parte da bateria de reprodutores da Lagoa, hoje CRV Lagoa, considerada o maior centro de genética bovina da América Latina.⁵

A Cyagra Brasil era na época uma joint venture entre a In Vitro Brasil e a americana Cyagra US, líder mundial em clonagem bovina. O resultado foi apresentado aos criadores em 21 de julho de 2007, na abertura do 9º Leilão Nelore Mocho CV, realizado na Fazenda São José em Paulínia (SP). O simbolismo do calendário foi proposital. A clonagem entrou no portfólio comercial da raça pela mesma porteira por onde os reprodutores eram negociados há quase quatro décadas.

O efeito imediato no mercado foi limitado, como toda nova biotecnologia em rebanhos zebuínos. O efeito de longo prazo é que o Nelore Mocho passou a integrar todas as biotécnicas reprodutivas que a indústria oferecia, da inseminação artificial à transferência de embriões, da produção in vitro à clonagem. Diago TN de CV foi a evidência prática de que não havia, do ponto de vista técnico, qualquer barreira reprodutiva contra a variedade mocha.

Os números são fantásticos e superaram nossas expectativas.

Fernando Baldi, diretor de Pesquisa e Inovação da ANCP, sobre a DEP Mocho lançada em outubro de 2022

A DEP que chegou em 2022

O lançamento da DEP exclusiva para o caráter mocho aconteceu no dia 17 de outubro de 2022. A pesquisa foi conduzida pela ANCP, a partir da base de dados acumulada pelos rebanhos das marcas CV e OB. Foram avaliados mais de 6.000 dados fenotípicos de animais classificados em quatro variedades, mocho, mocho heterozigoto, calo ou batoque, e padrão. Mais de 21.000 genótipos de animais mochos entraram no modelo, cruzados com aproximadamente 50.000 animais no pedigree.⁶

O resultado foi uma ferramenta capaz de prever a porcentagem de progênie mocha que um touro ou matriz vai produzir, com acurácia média acima de 90%. Para o produtor, isso significa que comprar um touro com DEP Mocho alta garante, com altíssima probabilidade, que toda a progênie nascerá sem chifre. Para o melhoramento, significa que centrais e selecionadores ganharam um critério objetivo para acasalar com vistas ao caráter polled, sem depender da observação direta da progênie nascida.

Para Ricardo Viacava, CEO da marca CV Nelore Mocho, a nova ferramenta tem aplicação prática no cruzamento industrial, já que ajuda a identificar reprodutores que vão produzir grande parte ou toda a progênie mocha. Raysildo Lôbo, presidente da ANCP, lembrou no anúncio que Carlos Viacava já falava da necessidade dessa DEP nos anos em que o programa de melhoramento da raça nascia na USP. O caminho do enunciado ao instrumento levou aproximadamente trinta anos.⁷

2024: o ano em que as centrais aceitaram em peso

O Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT) é o teste padronizado da ABCZ que reúne anualmente reprodutores das raças zebuínas em provas de desempenho controlado. Em 2024, dois touros Nelore Mocho da marca CV se destacaram e foram contratados por centrais globais.⁸

Ímpeto de CV, com 24 meses na avaliação, é filho de Diplomata da Agronova e neto materno de Veterano FIV de CV. Foi contratado pela Semex Brasil, braço local de uma das maiores centrais de inseminação do mundo, com sede no Canadá. Kodiak de CV, nascido em agosto de 2024, foi contratado pela Alta Brasil, parceira local da Alta Genetics, central de origem norte-americana com presença em mais de cinquenta países.⁹

A consequência prática desses dois contratos é que a genética Nelore Mocho passou a circular pelo catálogo padrão de duas das centrais mais distribuídas em pecuária leiteira e de corte do planeta. Antes, doses de Nelore Mocho ficavam concentradas em centrais especializadas em zebu. A partir de 2024, qualquer pecuarista que compra sêmen pelos catálogos comerciais de Semex e Alta encontra material da variedade mocha lado a lado com Angus, Holandês, Brahman e Senepol.

Onde o premium se concretiza no frigorífico

O argumento econômico mais direto a favor do Nelore Mocho aparece no momento do abate. A Marfrig opera o Programa de Qualidade Nelore Natural (PQNN), que paga até 4% adicional sobre o valor da carcaça para pecuaristas que entregam animais dentro de critérios definidos. Programas industriais de cruzamento F1 com Angus aceitam, em muitos contratos, exclusivamente progênie mocha, justamente porque a ausência de chifre reduz hematomas e contusões na carcaça e aumenta o rendimento.

Há ainda uma frente menos visível mas igualmente relevante. O programa BRGN da Embrapa Cerrados, iniciado em 2000 e coordenado pelo pesquisador Cláudio Magnabosco, foi montado com objetivo específico de selecionar animais Nelore Mocho com maior potencial para maciez de carne. O rebanho usado como base é o da marca OB, com mais de 60 anos de seleção do caráter mocho. A escolha do Nelore Mocho como substrato genético não foi por acaso. A ideia era que duas vantagens, mocho e maciez, podiam se acumular dentro do mesmo programa de seleção.¹⁰

O efeito combinado é que o Nelore Mocho hoje conjuga três argumentos comerciais que se reforçam. Bonificação F1 industrial pelo benefício operacional da ausência de chifre. Premium frigorífico via PQNN da Marfrig. Maciez de carne medida em programa de pesquisa pública há vinte e cinco anos. Nenhum desses argumentos era visível em 1969.

O que ainda divide os criadores

A resistência mais comum ao Nelore Mocho que aparece nas conversas de fazenda é a tese de que a variedade perdeu rusticidade ou ganho de peso ao longo das gerações. O argumento costuma vir acompanhado de generalização. Estudo publicado na Revista Ceres com modelos de avaliação genética multivariada em bovinos Nelore Mocho registrados pela ABCZ encontrou ganho genético em peso adulto e em precocidade compatíveis, em alguns recortes superiores, aos do Nelore padrão na mesma janela temporal.¹¹

Há uma segunda resistência, mais política, ligada ao receio de diluição racial. Tecnicamente, ela não se sustenta. O ABCZ registra Nelore e Nelore Mocho dentro do mesmo livro de raça, com o mesmo padrão racial. Acasalamentos entre as duas variedades resultam em animais Nelore registrados, com classificação de chifres feita pelo registro genealógico individual.

A terceira crítica, mais forte tecnicamente, diz respeito à variabilidade genética. Como a base reprodutiva das marcas CV e OB concentrou seleção em poucos núcleos historicamente, há preocupação legítima com gargalos de variabilidade. A própria ANCP tratou isso ao construir a DEP Mocho com mais de 50.000 animais no pedigree, ampliando a base usada para estimar parentesco. A pesquisa pública, via Embrapa BRGN e estudos da USP-Pirassununga, segue empurrando o limite. O criador que recusa o Mocho pelo argumento da variabilidade hoje recusa também pesquisas que justamente cuidam desse risco.

Os três marcos

A história institucional do Nelore Mocho organiza-se em três momentos que mudaram o status técnico e comercial da variedade.

01
1969 · Reconhecimento ABCZA variedade entra no mesmo livro racial

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu reconheceu a variedade mocha dentro do padrão Nelore. Marcas históricas como CV e OB ganharam pista para consolidar décadas de seleção sem chifre.

02
2007 · Primeiro cloneDiago TN de CV nasce em Paulínia

A Cyagra Brasil, joint venture entre In Vitro Brasil e a americana Cyagra US, produz o primeiro clone Nelore Mocho do país a partir do reprodutor Diago de CV. A variedade passa a integrar todas as biotécnicas reprodutivas disponíveis ao zebu.

03
2022 · DEP exclusivaA ANCP fecha trinta anos de demanda técnica

Acurácia média acima de 90% baseada em mais de 6.000 dados fenotípicos e 21.000 genótipos. O Nelore Mocho ganha critério objetivo para acasalamento direcionado ao caráter polled, ferramenta que Carlos Viacava reivindicava desde a USP.

Nelore Mocho em fatos

Reconhecimento racial1969, pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
Padrão racialIdêntico ao Nelore padrão. Única diferença oficial é a ausência de chifres
Variantes permitidasMocho, mocho heterozigoto, com calo, com batoque
Cromossomo de referênciaBTA1, identificado por GWAS da Embrapa em 2024
Programa de pesquisaBRGN Polled Nelore, Embrapa Cerrados, iniciado em 2000, coordenação Cláudio Magnabosco
Marcas históricasCV (Carlos Viacava) e OB (mais de 60 anos de seleção da variedade)
Primeiro clone do BrasilDiago TN de CV, nascido em maio de 2007, produzido pela Cyagra Brasil
DEP exclusivaLançada pela ANCP em 17 de outubro de 2022, acurácia média acima de 90%
Base de dados ANCPMais de 6.000 dados fenotípicos, 21.000 genótipos e 50.000 animais no pedigree
Centrais que contratamSemex Brasil (Ímpeto de CV, 2024) e Alta Brasil (Kodiak de CV, 2024)
Premium industrialAté 4% via Programa de Qualidade Nelore Natural da Marfrig
Compatibilidade reprodutivaIATF, transferência de embriões, FIV, sêmen sexado, clonagem. Sem restrições técnicas
O Nelore Mocho é uma raça à parte do Nelore?

Não. É uma variedade dentro da mesma raça, registrada no mesmo livro pelo ABCZ desde 1969. O padrão racial é idêntico, e a única diferença oficial é a ausência de chifres. Acasalamentos entre Nelore padrão e Nelore Mocho geram animais Nelore registrados, com a classificação de chifres feita individualmente.³

A nova DEP Mocho da ANCP funciona para qualquer touro?

Funciona para reprodutores avaliados dentro da base da ANCP. A pesquisa partiu dos rebanhos das marcas CV e OB e somou mais de 6.000 dados fenotípicos, 21.000 genótipos e 50.000 animais no pedigree. A acurácia média ficou acima de 90% para prever a porcentagem de progênie mocha que o touro vai produzir.⁶ ⁷

Existe diferença de desempenho zootécnico entre Mocho e padrão?

Estudo publicado na Revista Ceres com modelos multivariados de avaliação genética em bovinos Nelore Mocho registrados pelo ABCZ encontrou ganho genético em peso adulto e em precocidade compatível, em alguns recortes superior, ao do Nelore padrão na mesma janela temporal. O argumento de menor rusticidade ou ganho não se sustenta tecnicamente em plantéis selecionados.¹¹

Frigorífico paga mais por animal mocho?

Sim, em programas específicos. A Marfrig opera o Programa de Qualidade Nelore Natural com bonificação de até 4% sobre o valor da carcaça em animais que atendem aos critérios. Programas industriais de cruzamento F1 com Angus, em muitos contratos, aceitam exclusivamente progênie mocha pelo benefício operacional e pelo menor índice de hematomas.¹⁰

Quem coordena a pesquisa pública de longo prazo na variedade?

O programa BRGN Polled Nelore da Embrapa Cerrados, iniciado em 2000 e coordenado pelo pesquisador Cláudio Magnabosco, foi montado para identificar e selecionar animais Nelore Mocho com maior potencial para maciez de carne. O rebanho de base é o da marca OB, com mais de 60 anos de seleção da variedade.¹⁰

Onde a fronteira da pesquisa está hoje?

Em 2024 a Embrapa publicou estudo de associação genômica ampla que identificou uma região de alta significância no cromossomo BTA1 dos bovinos Nelore para o fenótipo mocho. Esse achado abre caminho para seleção genômica refinada, capaz de identificar animais homozigotos para mocho a partir de marcador molecular, antes mesmo do nascimento dos próximos bezerros.²

Fontes

  1. ABCZ. Nelore e Nelore Mocho. Padrão racial oficial, permissão de calo e batoque, classificação de chifres. Disponível em: abcz.org.br.
  2. Embrapa. Análise de associação genômica para o fenótipo mocho em bovinos da raça Nelore. Identificação de região de alta significância no cromossomo BTA1. Publicação 2024. Disponível em: embrapa.br.
  3. CompreRural. Qual a diferença entre o Nelore padrão e o Nelore Mocho. Origem da variedade, padrão racial compartilhado, ausência de chifres como única diferença oficial. Disponível em: comprerural.com.
  4. CompreRural. Nelore Mocho comemora seu cinquentenário. Histórico das marcas CV e OB e da consolidação da variedade desde 1969. Disponível em: comprerural.com.
  5. BeefPoint. Diago de CV, da bateria de reprodutores da Lagoa, dá origem ao primeiro clone Nelore Mocho do país. Cyagra Brasil, In Vitro Brasil e Cyagra US. Apresentação no 9º Leilão Nelore Mocho CV em 21 de julho de 2007, Fazenda São José, Paulínia. Disponível em: beefpoint.com.br.
  6. ANCP. ANCP apresenta nova DEP para caráter Mocho. Lançamento em outubro de 2022. Base de mais de 6.000 dados fenotípicos, 21.000 genótipos, 50.000 animais no pedigree. Acurácia acima de 90%. Disponível em: ancp.org.br.
  7. Portal DBO. Uma DEP exclusiva ao Nelore Mocho. Cobertura técnica do lançamento, declarações de Fernando Baldi, Raysildo Lôbo e Ricardo Viacava. Histórico desde Carlos Viacava na USP. Disponível em: portaldbo.com.br.
  8. Carlos Viacava. Destaque no PNAT 2024, Ímpeto de CV é contratado pela Semex Brasil. Filho de Diplomata da Agronova, neto materno de Veterano FIV de CV. Disponível em: carlosviacava.com.br.
  9. Portal DBO. Nelore Mocho: Kodiak de CV é contratado pela Alta Brasil. Reprodutor nascido em agosto de 2024, contratado pela Alta Brasil em avaliação intra-rebanho. Disponível em: portaldbo.com.br.
  10. Embrapa. Caracterização e seleção genética para maciez da carne em bovinos Nelore Mocho (BRGN). Programa iniciado em 2000 na Embrapa Cerrados, coordenação de Cláudio Magnabosco, base no rebanho da marca OB. Disponível em: embrapa.br.
  11. SciELO. Avaliação genética do crescimento de bovinos Nelore Mocho por meio de modelos de multicaracterísticas. Revista Ceres. Ganho genético comparável ao Nelore padrão em peso adulto e precocidade. Disponível em: scielo.br.
José Henrique

José Henrique

Sou José Henrique, pecuarista e criador de Nelore PO há mais de duas décadas. Trabalho diariamente com seleção genética zebuína, leitura de sumários do PMGZ e biotécnicas reprodutivas como TE, FIV e sêmen sexado. Acredito que melhorar o rebanho nacional é responsabilidade de quem tem acesso à melhor genética e que touro melhorador se prova na progênie do comprador, não na pista.